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Obesidade

A obesidade é um quadro extremamente complexo e diferentemente do que muita gente acredita, falta de força de vontade ou de vergonha na cara certamente não são suas causas. Vários fatores estão ligados ao ganho de peso excessivo e por conta disso o tratamento exige um olhar ampliado e profundo.

Quando se pensa em emagrecimento, o que vem à mente é fazer dieta. A maior parte das pessoas que já tentou emagrecer, já experimentou alguma. Elas parecem ser uma solução, mas, na maioria das vezes, quando interrompidas, não deixam resultados duradouros.

O que faz alguém comer mais do que seu corpo precisa envolve muito mais do que “saber o que engorda”. É preciso portanto, atuar de maneira inovadora. Como nutricionista da linha comportamental trabalho para promover mudanças reais e sustentáveis, auxiliando os pacientes a:

  • Identificar e responder adequadamente a seus sinais de fome e saciedade
  • Identificar gatilhos emocionais ou sociais para comer
  • Ter consciência do que se come, garantindo mais prazer e satisfação ao comer
  • Fazer escolhas alimentares saudáveis que sejam sustentáveis e que considerem seu bem estar físico, social e emocional.

Compulsão alimentar

A compulsão alimentar caracteriza-se pelo consumo de grande quantidade de alimentos, num curto período de tempo, com a sensação de falta de controle sobre o que se está comendo. Quem sofre de compulsão alimentar refere sentir-se refém da comida, como se ela tomasse conta da sua vida. Também é frequente a sensação de vontade de comer o tempo todo – mesmo sem estar fisicamente faminto e maior voracidade ao comer, isto é, comer muito rapidamente, sem nem mesmo desfrutar a comida. Buscar a comida em momentos de tristeza, solidão, tédio, ansiedade e outros sentimentos também é comum. Além disso, muitos pacientes costumam ter dificuldades para perceber a fome e a saciedade, o que pode fazê-los comer em excesso.

O tratamento com nutricionista comportamental ou especializado em transtornos alimentares envolve identificar os gatilhos que levam uma pessoa a ter compulsão e ajudá-la para que esses episódios sejam evitados. Também faz parte deste tratamento resgatar os sinais de fome e saciedade e reconstruir uma boa relação com a comida, garantindo uma alimentação prazerosa e saudável.

Comer transtornado, bulimia e anorexia nervosa

Comer transtornado é o termo que se usa para descrever quando uma pessoa tem uma relação extremamente ruim com a alimentação e o corpo. São características comuns do “comer transtornado” estar sempre fazendo uma nova dieta, ou consumindo alimentos da moda, conhecer muito sobre nutrição e fazer escolhas alimentares baseadas nas quantidades de calorias ou nutrientes, categorizar os alimentos em proibidos e permitidos e sentir muita culpa por comer algo “errado”, ter medo de comer se não estiver seguindo uma dieta, sentir obscessão por alimentos que se proibe, etc. Também fazem parte deste quadro obscessão e controle do peso corporal, por meio de inúmeras checagens na balança, prática de atividade física com objetivo de controle de peso, mesmo que o exercício praticado não proporcione prazer, importância da aparência física acentuada, etc.

Embora estas situações sejam muito comuns nos dias de hoje, elas podem trazer sofrimento psicossocial, como fazer a pessoa deixar de ir a eventos que envolvam comida, promover excesso de culpa e medo de comer, etc.

bulimia nervosa é caracterizada por frequentes episódios de compulsão alimentar, seguido de uso de método inadequado para compensar a ingestão calórica (p.ex: vômito, uso de laxantes, diuréticos, medicamentos, atividade física abusiva, etc).

Além disso, o individuo vivencia seu peso e forma corporal de forma alterada, de modo que a aparência física lhe traz muita preocupação e sofrimento.
A alimentação de quem tem bulimia caracteriza-se por tentativas de restrição alimentar seguidas de descontrole e compulsão.

O tratamento com nutricionista especializado tem como objetivo interromper os gatilhos que levam o paciente a ter compulsão e fazer uso de métodos compensatórios. Também faz parte deste tratamento resgatar os sinais de fome e saciedade e reconstruir uma boa relação com a comida, garantindo uma alimentação prazerosa e saudável.

Na anorexia nervosa, o indivíduo restringe intensamente sua alimentação, resultando em desnutrição. A restrição alimentar é motivada por um medo mórbido de engordar, mesmo que ele já  esteja extremamente emagrecido.

A desnutrição pode levar a consequências físicas como perda de cabelo, unhas quebradiças, pele resecada, constipação intestinal, amenorréia (ausência de menstruação), perda de massa muscular, osteoporose, etc. Também pode haver irritabilidade e intenso desânimo.

Trata-se de um quadro extremamente grave que requer tratamento com nutricionista, psicólogo e psiquiatra especializados.

Dificuldades alimentares, seletividade e recusa alimentar e Transtorno Alimentar Restritivo Evitativo (TARE)

A queixa de que “meu filho não come” é uma das mais frequentes entre as mães de crianças. A recusa, a seletividade e a falta de interesse em experimentar alimentos novos são características comuns na infância e, em muitos casos, são passageiras e se resolvem com soluções simples.

Para algumas crianças (e adultos), entretanto, uma série de razões podem  fazer com que eles tenham dificuldades para aceitar e comer quantidades ou variedades adequadas de alimentos.

É comum os pais expressarem que seus filhos parecem não ter nenhum interesse na comida ou em comer. Há casos em que as crianças são capazes de ficar horas sem pedir comida. Também é frequente a criança recusar alimentos novos e ter uma dieta extremamente limitada. Quando as dificuldades alimentares não são resolvidas na infância, elas se perduram até a vida adulto, podendo trazer consequências.

Além da possibilidade de deficiências nutricionais, a seletividade ou a recusa alimentar costumam trazer bastante transtornos sociais, sendo comum brigas durante as refeições e muitas dificuldades para comer fora de casa, como em festas, restaurantes e viagens. Nos casos em que os prejuízos são mais intensos, pode-se considerar o diagnóstico de transtorno alimentar restritivo evitativo.

As causas para alguém não “gostar de nada” são variadas, mas constumam ser o resultado de uma interação de fatores. Pode-se citar a falta de habilidade para mastigar, dificuldades sensoriais com aroma, textura e paladar, dor para comer, ter vivido uma situação traumática ao se alimentar, ansiedade exacerbada, resistência ao novo, dificuldades interpessoais, problemas entre quem come e quem dar de comer, entre outras possibilidades individuais.

O tratamento desses quadros varia de acordo com a etiologia, mas além do nutricionista especializado, pode contar com outros profissionais, como psicólogos, fonoaudiólogos, médicos gastroenterologistas e psiquiatras.